Alana Nunes – Resenha sobre o artigo: A Cultura Participativa e o Crowdfunding.

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O artigo “A Cultura Participativa e o Crowdfunding: um estudo sobre a influência dos fãs no financiamento de projetos”, de Paula Toledo Palominio, mostra o crescimento de plataformas colaborativas “crowdfunding”, que tem como finalidade arrecadar fundos para projetos, de forma coletiva.

A metodologia utilizada no artigo pela autora Paula Toledo, é a de coleta de dados. Ela utilizou teorias de outros autores para falar sobre Crowdfunding. São eles: Luciana Santaela, Henry Jenkins e Bruno Latour.

O texto mostra que os financiamentos coletivos passaram a se tornar um novo modelo de negócio. Um dos fatores que facilitou o andamento e desenvolvimento dessa prática, foi o acesso à internet, possibilitando que a informação fosse acessada em lugares diversos e em tempo real, dando força para o crescimento dos financiamentos coletivos. Isso a partir da teoria de Luciana Santaela, a comunicação ubíqua, descrita no artigo.

Existem pontos positivos e negativos nesse novo modelo de negócio de financiamento coletivo. Um dos pontos negativos que foi possível analisar, é que os investidores estão suscetíveis a atrasos, o que pode gerar um conflito interno entre marca vs investidor. Isso pode repercutir de forma rápida pela internet e afetar diretamente a imagem da marca. A partir daí a marca correrá o risco de perder alguns de seus investidores.

Mesmo correndo risco de reputação da marca, o fácil acesso à internet permite a aproximação com o público de interesse, o que é um ponto extremamente positivo, pois faz com que uma determinada marca passe a se relacionar de forma direta e indireta com os seus investidores. Outro fator positivo é que algumas marcas conseguem se manter no mercado devido ao investimento coletivo, além de poder contar com a participação dos investidores, fãs da marca, nas tomadas de decisão.

Diante disso, percebi que a partir do momento em que os fãs de uma determinada marca participam diretamente dos projetos, isso estabelece uma espécie de lealdade e fidelidade. O que acaba gerando um retorno positivo para ambas as partes do negócio. Pois existe uma troca direta. Mas, é necessário que os investidores consigam dosar o que é relevante participar, para que não gere uma futura frustração e que isso não reflita na imagem da marca.

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