Letícia Valadares – “Um novo sujeito e suas relações de consumo na sociedade: Interface com a Cultura da Convergência e o Transmedia Storytelling”

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O presente artigo analisa as mudanças no comportamento do consumidor visando a Cultura de Convergência e no conceito de Transmedia Storytelling como responsável por essa transição.

REZENDE procura despertar entendimentos a respeito da atual forma de comunicação e de como a internet pode persuadir o seu funcionamento. Segundo as autoras, a rede social tem um papel de extrema importância na transformação nos canais de comunicação. As tecnologias trajaram novas formas de relacionamento entre o consumidor e os meios de comunicação.

Atualmente, o consumidor não é mais considerado apenas aquele que tem o poder de compra, o consumo vai além do ato de consumir produtos: podemos considerar como consumismo o ato de consumir informações e conteúdo. O consumidor deixou de se limitar a quem adquire produtos e passou a ser também aquele que produz informações e conteúdo.

Henry Jenkins (2006), citado como apoio neste artigo, destaca que a Convergência não se restringe ao desenvolvimento de aparatos tecnológicos e nem a confluência de meios, mas a uma transformação cultural.

Manuel Castells descreveu a chegada da internet como a Era da Informação, pois retratava o fim dos meios antigos de comunicação e troca pelos novos – os digitais. O que acontece atualmente é um caminho reverso, uma vez que há a união das novas tecnologias com os meios antigos. Para esta nova conjuntura dá-se o nome de Convergência, fase em que não há novos e velhos meios de comunicação, mas uma integração entre eles, uma convergência.

Para Donna Haraway (2000), estarmos na época dos ciborgues, em que não há mais seres humanos completos, mas pessoas metade máquinas. Castells já considerava que “as novas tecnologias da informação estão integrando o mundo em redes globais de instrumentalidade. A comunicação mediada por computadores gera uma gama enorme de comunidades virtuais” (2003, p. 57), de pessoas que se relacionam sem nem ao mesmo se conhecerem pessoalmente.

Hoje em dia, é possível estarmos em vários lugares ao mesmo tempo devido ao uso de mídias digitais: divulgamos notícias praticamente em tempo real. Sendo assim, é razoável considerar a era do ciborgue de Haraway, do compartilhado e convergido. O texto se desenvolve em estamos online ou off-line mas não mais desconectados, por se acreditar no fato de que o mundo é uma rede de ligações. A comunicação assume responsabilidades cada vez maiores e choca cada vez mais a sociedade, inclusive o modo de ver o mundo da população.

Além de tudo essas mudanças relações sociais causadas por esta metamorfose do mundo digital, das implicações da cultura da convergência nesse contexto, o transmedia storytelling também modificou a relação com o público em geral. O diálogo com o público era visto de apenas uma maneira: o meio de comunicação levava as mensagens até o ouvinte. Porém, como todo o progresso dos estudos comunicacionais, foi percebido que a propagação da mensagem não era o mesmo que uma comunicação sem falhas: foi entendido que a mensagem deveria chegar e ser entendida pelo ouvinte, sem ruídos. Nos dias atuais, é entendido que além de haver uma comunicação com mensagem compreensível para todos os lados: o ouvinte ignora o conteúdo transmitido e dá um feedback para a organização que emitiu esta mensagem.

Sendo assim, é nítido que consumimos diferente porque pensamos de forma diferente e pensamos de forma distinta pois somos constantemente mudados pela cultura atual e simultaneamente somos mudados por esta mesma cultura que nos muda. Queremos sempre vivenciar novas experiências e compartilhar emoções, gostos, viagens, fotos. A interminável vontade de nos comunicarmos intercede na permanente necessidade da Comunicação de existir e representar uma opinião pública, de difundir notícias e de criar necessidades.

RESENDE.Maria Cristina dos Santos, Isadora; LOBO, Valeska Ottoni Teatini de Andrade. Um novo sujeito e suas relações de consumo na sociedade Interface com a Cultura da Convergência e o Transmedia Storytelling. 

Letícia Valadares

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